O ano era 2005. Enfim uma câmera digital chegou às minhas mãos cheias de vontade de sair fotografando por aí. Era uma Sony Cybershot; não lembro o modelo exato, mas fazia fotos com resolução de 5.1 megapixels, o que era bastante pra época, principalmente pra uma point & shoot.
Você está aí se perguntando: "mas o que é uma point & shoot?" Calma. Eu explico.
Point & shoot são as câmeras compactas, aquelas que a maioria das pessoas têm. A lente não é removível, o flash é embutido e a tela de LCD é quem faz as vezes de visor. É um tipo de equipamento mais fácil de ser usado, já que trabalha com ajustes automáticos, embora tenha algumas possibilidades de ajustes manuais - mesmo na versão bridge, que é aquela um pouco maior que se parece com uma DSLR.
Ok, eu sei, agora você está se perguntando o que é um DSLR. A sigla significa digital single-lens reflex, ou "reflexo por lente única". Isso quer dizer, basicamente (bem basicamente) que é uma câmera que tem um mecanismo de espelho que permite que o fotógrafo veja a imagem por meio da lente da câmera enquanto faz os ajustes, expondo o sensor (que substituiu o filme) à luz. São aquelas câmeras que muita gente chama de "profissional", embora nem todas sejam.
Enfim, voltando a 2005 e à Sony Cybershot. Eu já tinha algumas noções básicas de fotografia, mas, por ter nas mãos uma câmera compacta, as possibilidades de "brincar" acabavam sendo também compactas. Mas confesso que a tal Sony tinha um recurso que eu gostava muito: era possível fazer com elas fotos em preto e branco!
Uma das primeiras vezes que levei a Cybershot pra passear foi... Sim, no centro de São Paulo (prometo escrever mais sobre o centro mais pra frente!). Subimos ao Empire State tupiniquim - o Edifício Altino Arantes, também conhecido como Prédio do Banespa. Esse passeio acabou rendendo uma das minhas fotos favoritas, que é essa:
Fiz essa foto sem pensar muito: mirei a câmera pro alto e cliquei. Acabou dando certo (pelo menos na minha opinião). Ainda fiz muitas outras com a Cybershot até ter a minha primeira DSLR; cheguei até a tentar brincar um pouquinho com velocidade e abertura. Foi um equipamento muito útil pra começar.
Hoje em dia as câmeras compactas têm perdido um pouco seu espaço para os telefones celulares, que não apenas fazem as vezes de câmera fotográfica, mas permitem também o compartilhamento imediato das imagens em redes sociais como Instagram, Facebook, Snapchat e outras.
A verdade é que tanto as câmeras compactas como os smartphones são um bom começo pra quem tem vontade de fotografar. São simples e pequenos, fáceis de usar e cabem no bolso, além de chamarem bem menos atenção que uma DSLR, e serem mais baratos também. Equipamentos fotográficos costumam ser caros, e só valem o investimento se você realmente souber - ou tiver vontade de aprender - o que fazer com ele. Já vi gente por aí dizendo que entrou "naquela tal de BH de Nova York" e pediu "a câmera mais cara da loja", e aí não sabia nem a maneira correta de segurar a tal câmera. Pra quê, né?
Eu uso uma Nikon D80, velha de guerra que me acompanha há quase 6 anos, e também um iPhone 5 para fazer as minhas fotos. Confesso que não me dou muito bem com as câmeras compactas - muito provavelmente pela falta de uso. Há quem torça o nariz e ache que as fotos feitas com equipamentos mais simples têm menos valor. Eu aqui penso que isso é uma besteira e que o importante é fotografar, não importa o suporte usado pra isso. Acontece que existe uma diferença bem grande entre simplesmente clicar e fotografar de fato. Mas isso é assunto pra outro post...


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